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Depoimento de uma Mãe de Dependente Químico em Recuperação Pós Internação

Nome: L.B.M. mãe de dependente químico em recuperação
Idade: 56 anos
Tipo de Tratamento: Tratamento de Drogas

Parecia um sonho, ou melhor, um pesadelo.  Quando dei por mim, estava no olho do furacão.  Olhei ao redor, procurei aquele garotinho esperto, inteligente, brilhante e não o encontrei.  Quem encontrei  não me pertencia.  Não era meu filho. 

E foi assim que com muito sofrimento assumi a dependência química de meu filho.  Eu, que não imaginava o que era isso, que achava que só acontecia com os outros, que criticava aqueles que não tomavam conta de seus filhos que usavam drogas, que não tomavam providências....Agora eu precisava gerenciar uma situação e não estava absolutamente preparada para ela. 

Não sabia o que fazer e enquanto eu não sabia o que fazer, meu Dependente Químico sabia muito bem.  E como!!!  Manipulava-me com uma facilidade.!!! Eu, sofrida, amargurada, decepcionada, cedia a tudo isso.  Ele fortalecido pelo uso, cada vez mais ditava ordens.  Com apenas 14/15 anos já se sentia dono de si, de sua vida e eu, esperando por um milagre, permanecia estagnada. “Isso passa”, diziam alguns.  E eu me apeguei a essa “verdade”, para não precisar lidar com a decepção, com a mágoa, com a raiva de ter meu filho escolhido outro caminho. 

E os anos foram passando e a situação se agravando.  Enquanto ele estava cursando o Ensino Médio em uma boa escola, conseguiu administrar o uso.  Quando o Ensino Médio acabou, ele conseguiu entrar em uma boa faculdade.  Achamos que nossos problemas estariam resolvidos.  Pelo contrário.  Aí sim é que eles cresceram avassaladoramente. 

Já nessa época eu e meu marido havíamos procurado uma psiquiatra e ele estava a seus cuidados.  A Faculdade era uma esperança de ele se acertar, de encontrar uma motivação, mas não foi o que aconteceu.  Pelo contrário.  O uso se intensificou, nossa casa foi ficando cada vez mais um inferno, não tínhamos coragem de sair, procurávamos controlá-lo, mas tudo em vão.  Os pais, nessa fase, não conseguem ter vida própria.  Ficam atrás do Dependente Químico como se fossem uma sombra, na vã esperança que conseguirão controlar seu vício. 

Como ele não conseguiu continuar a faculdade, pois só dormia, ficava prostrado e quando se levantava era para ir atrás da droga, a psiquiatra indicou acompanhamento de um Acompanhante Terapêutico, o que de nada adiantou.  Surgiu então a temida palavra “internação”.  E ele foi internado, por duas vezes, com tratamentos de 30 dias, mas de nada adiantou.  Seu prazo máximo de ficar sem uso era de 30 dias. 

Em meio a tantas dificuldades, passamos a freqüentar o grupo de apoio.  O Amor Exigente fez uma grande  diferença, pois lá aprendemos a lidar com a situação, a conhecer mais sobre dependência química e tudo o que envolve essa situação que destrói tanto a vida do dependente como a das famílias.

Como se nada funcionasse, terapia, tratamentos alternativos, Acompanhamento Terapêutico, acompanhamento psiquiátrico, medicamentos e tudo o mais que alguém sugerisse, resolvemos internar novamente nosso filho, dessa vez uma internação mais longa, que propiciasse a ele uma maior consciência de seu problema e que o mantivesse por mais tempo longe das drogas, para que ele pudesse entender que poderia viver sem elas.

Assim, chegamos a CT CANTAREIRA, indicado por um grande amigo.

Ali deixamos nosso filho e depositamos nossas esperanças que tudo poderia ser diferente.  E realmente foi, pois sentimos que podíamos confiar nas pessoas que lá estavam.  Sentíamos o empenho para que o tratamento surtisse efeito. 

E assim meu filho permaneceu internado.  O tempo? Isso para nós não pode contar.  Temos que nos basear somente em seu comportamento, em sua conscientização da doença e de sua real proposta de mudança. 

O CT Cantareira proporcionou ao meu filho conhecer mais sobre ele mesmo.  Entender suas limitações, suas angústias, suas frustrações. Deu a ele ferramentas para manter a sobriedade.  Permitiu-lhe vislumbrar um amanhã.  Voltar a sonhar, a ter perspectivas de futuro.  Isso seria algo inimaginável há 2 anos atrás.  

Hoje, 2 anos e meio  após conhecermos o André, a Flávia, o Fábio e outros terapeutas que fizeram a diferença na vida de nosso filho, podemos dizer, com certeza, que sua recuperação deveu-se em grande parte a eles, à dedicação, empenho e principalmente, por acreditar que ele poderia fazer diferente, que poderia se transformar, retomar sua vida.  Nosso filho está sóbrio há 1 ano.  Hoje, trabalha como terapeuta no CT Cantareira e dedica-se a outros Dependentes Químicos, que como ele,  chegaram lá, sofridos, sem esperança e sem vontade de continuar a viver. 

Hoje temos a confiança que todos podem vislumbrar um futuro, que as drogas não são o fim, mas sim a oportunidade  de um recomeço, já que o impulso para o uso foi um vazio existencial muito grande.   Para isso é necessário que a estratégia de abordagem terapêutica seja a mais acertada possível, que o paciente se envolva no tratamento e que queira abandonar o vício,  que a família se conscientize da doença de seu Dependente Químico e siga as orientações da Clínica/Grupo de Apoio e Terapeutas e finalmente, que todos busquem com mais determinação sua espiritualidade.

A você que agora lê esse depoimento, acredite que vai dar certo. O primeiro passo já foi dado. Você está buscando ajuda.  Sozinhos não  conseguimos.  Juntos  somos mais fortes.

L. B.M. 56 anos, mãe de J. B. M. (agosto de 2011).

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